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Representantes da OIT (Organização Internacional do Trabalho) estiveram reunidos com membros do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Mato Grosso (FEPETI-MT) para debater sobre o programa de "Combate às piores formas de trabalho infantil por meio da cooperação horizontal na América do Sul"

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que será aplicado no Paraguai, Equador, Bolívia e Brasil simultaneamente pela Organização.

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Maria Claudia Falcão, Antonio Carlos de Mello Rosa e Cesar Mosquera, representantes da Organização, participaram do encontro e explanaram sobre o planos de realização das atividades desse programa. O Brasil será o país protagonista, enquanto o estado de Mato Grosso receberá o foco das atividades nacionais. "A OIT escolheu o Brasil como país mais protagonista desse programa por ter sido reconhecido internacionalmente pelo sucesso obtido na redução do trabalho infantil", comentou Rosa que é coordenador nacional do projeto.

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Os dados apontam que em 1992 o Brasil possuía cerca de 8 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos envolvidas diretamente em trabalhos na exploração infantil. O último levantamento, feito em 2008, apontou que 4,4 milhões ainda trabalhavam de forma irregular, esse número representa uma queda de quase 50% na quantidade de jovens que trabalham irregularmente. "Pode parecer pouco para um período de 16 anos, mas é um trabalho desafiante o que fazemos. Os núcleos que mais exigem estratégias específicas para serem combatidos são o trabalho infantil na agricultura familiar, doméstica e no trabalho informal", explicou Maria Claudia Falcão.

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Maria Claúdia anunciou, durante o encontro, que a meta da OIT é até 2016 erradicar todas as piores formas de trabalho no mundo. Está previsto para ser realizada no Brasil em 2013, pela primeira vez em um país não pertencente a região européia e asiática, a conferência mundial para debater as formas de erradicação. Ela adiantou ainda que o Mato Grosso já está convidado a participar da organização do evento.

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O encontro aconteceu na manhã desta terça-feira (02), no plenário de reuniões da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso. Esse trabalho faz parte das ações em busca da erradicação do trabalho infantil realizadas pela Comissão da Infância e Juventude, sob a coordenação da advogada Rosarinha Bastos.

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A OAB Mato Grosso se preocupa com todas as formas de lesão no direito da criança e do adolescente. "A Comissão da Infância e da Juventude está atenta a todas as formas possíveis de erradicar o trabalho infantil. Lutamos por essa causa e tenho certeza que esse trabalho da OIT resolverá em muito esse problema pelo qual, frequentemente, lutamos", pontuou Rosarinha Bastos.

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O presidente da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA) de Mato Grosso, reitera a preocupação tida por Rosarinha, em todas as causas que buscam erradicar qualquer tipo de trabalho infantil irregular. "A Comissão da Infância e Juventude que luta pelas causas do trabalho infantil é do interesse de toda a sociedade", frisou.

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