*foto1*Pouco conhecido do trabalhador brasileiro, os planos de previdência complementar associativa cresceram 30% entre o final de 2006 e o primeiro semestre de 2007 e, segundo os representantes do setor, deve bater recordes de expansão nos próximos anos. Hoje, três anos após o início de sua implementação, em 2004, são 33 planos em atividade e aproximadamente 100 mil participantes, segundo levantamento da Secretária de Previdência Complementar, que fiscaliza o setor.
\r\nDe acordo com o presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Fernando Pimentel de Melo, a tendência é de forte crescimento nos próximos anos. "Pesquisa realizada pela Abrapp com os dez maiores sindicados e dez órgãos de classe do país constatou potencial de 4 milhões de novos associados" afirma Melo.
\r\nO maior em atividade, o OABPrev - para advogados e dependentes - já reúne 25 mil participantes e um patrimônio de R$ 200 milhões. Segundo o diretor administrativo do OABPrev-MG, Roberto Dias Perecini, em 2006, o fundo registrou rentabilidade de 15,56%, com expectativa de, no mínimo, manter a mesma rentabilidade neste ano. O patrimônio cresceu cerca de 45% entre 2005 e 2006 e deve crescer 50% neste ano.
\r\n"Em Minas, são três mil participantes e um patrimônio de R$ 12 milhões", detalha, lembrando que a estimativa de 600 mil advogados no país mostra um nicho enorme a ser explorado. A gestão dos planos é feita por entidades representativas sem fins lucrativos. "A legislação e a segurança são as mesmas, mas toda a rentabilidade e o lucro são revertidos para as cotas. Não há acionistas a remunerar como nos PGBL vendidos por seguradoras e bancos", aponta Perecini. O participante define quanto quer pagar por mês. O valor mínimo é R$ 85,00.
\r\nEm fase final de implantação, o plano da Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) deve reunir, de início, cerca de mil participantes, segundo estimativas do desembargador Otávio de Abreu Portes, um dos coordenadores do processo de implantação em Minas. "Os juízes mais novos em idade e carreira serão os mais beneficiados", aponta o desembargador.
\r\nFonte: Jornal Hoje em Dia