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Uma pesquisa realizada por cientistas do Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM), unidade da Fiocruz na Bahia, e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apontou que 75% dos diabéticos não conseguem controlar o índice glicêmico. Esse descontrole pode provocar sérias complicações como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral, hipertensão arterial, cegueira, insuficiência renal e amputações de membros inferiores.

Participaram da pesquisa 6.701 pacientes de 10 cidades brasileiras. Eles foram submetidos a exames para medição da taxa de hemoglobina glicada, capaz de refletir o grau de controle glicêmico nos últimos três meses. O resultado identificou que 70% dos que não conseguiam controlar a doença apresentaram taxa de 9%, considerada ruim. Para se ter uma idéia a Associação Americana de Diabetes recomenda que este índice não ultrapasse 7%.

Entre os pacientes entrevistados, 15% sofriam de diabetes tipo 1 (tratada com insulina) e 85% do tipo 2 (que geralmente aparece depois dos 40 anos). Cerca de 55% recebiam assistência em centros especializados. Entretanto, os pesquisadores apontaram que mesmo recebendo orientações médicas esses pacientes apresentaram taxa de hemoglobina glicada alta.

Os cientistas acreditam que o tratamento é insuficiente por causa da resistência de muitos pacientes em tomar insulina. Cientes dessa resistência, muitas vezes os médicos adiam a prescrição do medicamento, prejudicando o tratamento. Calcula-se que apenas 10% das pessoas com diabetes do tipo 2 usem a insulina. Segundo Edson Duarte, do Centro de Pesquisa Gonçalo Muniz, a expectativa é que os dados sirvam para orientar e estimular programas de educação com pacientes e com a comunidade médica.

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Fonte: unimed