O ex-goleiro do Fluminense e ex-Seleção Brasileira, Paulo Victor, teceu críticas aos dirigentes do futebol carioca ao comentar em Cuiabá (MT), o péssimo desempenho de Flamengo, Vasco e Botafogo no Campeonato Brasileiro de Futebol. Para Paulo Victor, o futebol do Rio de Janeiro não passa de uma massa falida devido a desorganização dos clubes fluminenses que têm a frente pessoas sem compromisso com o futebol. “O futebol do Rio é uma massa falida. Tem que fazer uma limpeza e botar pessoas profissionais no comando dos times cariocas”, afirmou o ex-goleiro que está em Cuiabá comandando o time de advogados do Distrito Federal, no IV Campeonato Brasileiro da OAB, pelo qual, Paulo Victor conquistou dois campeonatos e com grandes chances de levar sua equipe ao tri-campeonato.
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Depois que deixou os gramados Paulo Victor retornou a sua cidade de origem, Brasília, onde é auxiliar de esportes da Secretaria de Esportes, assessor técnico da OAB-DF e é comentarista de esportes em uma emissora de televisão local. O ex-goleiro atribuiu a decadência dos clubes carioca ao modo como os dirigentes conduzem o futebol no Rio. “Eles não deixam os profissionais trabalharem como ocorre com JR (ex-Flamengo) porque jogadores não vão usar dos recursos dos clubes indevidamente”, disse.
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Numa breve avaliação do futebol de Brasília, Paulo Victor classificou os jogadores Marcelinho Carioca, Vampeta, Ozéias e Aguinaldo, que já não jogam mais clube do Brasiliense, atletas em decadência. Elogiou o sistema de pontos corridos do Campeonato Brasileiro, mas disse ficar surpreso com a média e público que vai aos estádios para os jogos da primeira divisão em relação aos torcedores da terceira divisão que para assistirem a partidas do Remo (PA), por exemplo, chegou aos 42 mil pagantes. “Em detalhe esses times jogam sem dinheiro e atraem suas torcidas”, afirmou.
\r\nSobre a Seleção Brasileira, Paulo Victor disse que teme a reposição de atletas nas laterais direitas e esquerdas para a copa de 2006, na Alemanha. “O Cicinho é bom, mas falta reposição nesses setores”, disse.