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Um debate produtivo pelo principal fato de ter obtido o compromisso dos candidatos presentes – Marcos Magno, Mauro Mendes e Wilson Santos (em ordem alfabética) – em investir no crescimento do Poder Judiciário Estadual. Esta foi a avaliação do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso, Cláudio Stábile Ribeiro, depois de encerrado o evento nesta segunda-feira (27 de setembro), no auditório da OAB/MT, em Cuiabá. Ressaltou que o comparecimento dos candidatos ao debate na OAB/MT seria uma forma de homenagear a sociedade civil organizada em respeito a uma entidade que completa 80 anos e que tem pautado sua atuação por uma defesa intransigente da democracia.
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O presidente da Ordem apenas lamentou a ausência do atual governador e candidato à reeleição, Silval Barbosa, ressaltando que a proposta da OAB/MT era justamente proporcionar aos concorrentes a exposição de seus projetos e programas de governo. Para Cláudio Stábile, causou estranheza receber um ofício depois das 17h, da coordenação de campanha do candidato comunicando a impossibilidade de seu comparecimento por ter assumido outros compromissos. Lembrou ainda que o evento, anteriormente marcado para o início de setembro, havia sido adiado porque naquela data o candidato já tinha outro compromisso de campanha agendado e a nova data considerou a agenda de todos.
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Com o auditório da OAB lotado, o debate, organizado pela Comissão de Direito Eleitoral, através do seu secretário geral adjunto Sílvio Queiroz Teles, e mediado pela jornalista Lídice Lannes, começou com os candidatos presentes – Marcos Magno (PSOL), Mauro Mendes (PSB) e Wilson Santos (PSDB) – fazendo suas considerações iniciais sobre um tema proposto pela OAB/MT a respeito da falta de estrutura do Poder Judiciário de Mato Grosso, que não acompanha o crescimento do Estado, estimado em 10% ao ano, e qual a solução que teriam para sanar as deficiências da Justiça Estadual.
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Primeiro a se posicionar, conforme determinou o sorteio feito na presença dos assessores dos candidatos, Marcos Magno culpou o sistema capitalista do agronegócio de Mato Grosso, que segundo ele beneficia a poucos, enquanto o restante da população não desfruta de maiores benefícios, além do fato de considerar o agronegócio uma atividade perniciosa ao meio ambiente.
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Wilson Santos lembrou que Mato Grosso cresceu muito desde a divisão do Estado em 1979 e, nem o Executivo e nem o Judiciário, têm acompanhado esse crescimento. Ele defendeu o aumento do duodécimo do Judiciário, equiparação de salários, realização de concursos para melhorar a estrutura da Justiça, que também precisa se recuperar dos desgastes que tem sofrido.
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Para Mauro Mendes, a Justiça de Mato Grosso é morosa porque faltam juízes e servidores e a estrutura do Poder é deficiente. Mas lembrou que faltam também médicos, professores e policiais militares nas ruas das cidades. Ele criticou o atual modelo econômico de Mato Grosso, que, conforme disse, deixa poucas divisas no Estado, porque não agrega valores.
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A OAB/MT também apresentou um questionamento acerca da greve na Justiça Estadual que foi respondido por todos os candidatos presentes na etapa de considerações finais do debate, como parte de um compromisso efetuado perante advogados, autoridades e a sociedade presente.
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Nesse sentido, por ordem de sorteio, Mauro Mendes falou dos prejuízos que a greve de mais de 100 dias trouxe à sociedade, destacando que o governador não pode ficar de braços cruzados em problemas dessa natureza. Defendeu o diálogo para chegar a uma solução, não só junto ao Poder Judiciário, mas também em outros setores, considerando a necessidade de buscar a eficiência para o Estado devolver aos cidadãos serviços de qualidade em retribuição aos impostos que paga.
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Wilson Santos apresentou entre suas propostas a alteração de algumas secretarias, desativando as obsoletas e promovendo a fusão de outras. Outro projeto do candidato é reativar a Secretaria de Interior e Justiça, que na atual Administração foi incorporada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, com o surgimento da Sejusp. Outra proposta apresentada foi criar um programa para o Estado quitar seus débitos.
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O candidato Marcos Magno lamentou os problemas que a sociedade enfrenta com a paralisação do Judiciário por mais de três meses. Acrescentou que uma das suas metas no Governo é lutar por uma redução dos custos processuais e dar todo o respaldo a Promotoria de Justiça para permitir que a população de baixa renda tenha efetivamente acesso aos seus benefícios.
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Para os participantes esta também foi uma forma de estreitar laços com a instituição. Marcos Magno considerou excelente a oportunidade oferecida aos candidatos, Mauro Mendes disse ser positivo debater questões de interesse da Ordem e Wilson Santos afirma ter a OAB/MT cumprido sua tradição de entidade cívica comprometida com a cidadania.